
Cerca de 300 estudantes do Ensino Médio da Escola Estadual Professor Teotônio Vilela, no bairro Universitárias II, participaram na noite desta terça-feira (29) de uma edição do projeto Magistratura Vai à Escola, iniciativa que aproxima o Poder Judiciário da comunidade escolar e amplia o acesso dos jovens a informações sobre direitos e cidadania.
O encontro foi conduzido pelo juiz Jorge Tadashi Kuramoto, diretor da Associação dos Magistrados de Mato Grosso do Sul (Amamsul), que abriu espaço para que os próprios estudantes apresentassem suas dúvidas e questionamentos.
Entre os assuntos discutidos estiveram maioridade penal, bullying, direitos e deveres e questões relacionadas ao Direito de Família. A participação dos alunos marcou o encontro, com perguntas sobre temas presentes no cotidiano da juventude.
A atividade na Escola Estadual Professor Teotônio Vilela foi a oitava visita realizada pelo projeto em apenas 40 dias e contou, pela quarta vez, com a participação do juiz Jorge Tadashi Kuramoto.
As unidades atendidas integram um grupo selecionado pela Secretaria de Estado de Educação para receber ações desenvolvidas pelo Poder Judiciário, incluindo serviços realizados por reeducandos da Gameleira.
Na escola, o magistrado foi recebido pelo diretor Valter Jeronimo. Também acompanharam a atividade o diretor adjunto Eliardo Faustino, professores, supervisores e coordenadores.
A proposta do Magistratura Vai à Escola vai além da transmissão de informações sobre leis. O projeto cria um espaço para que os estudantes possam questionar, apresentar situações do cotidiano e compreender melhor seus direitos e deveres.
Durante o encontro, Kuramoto destacou justamente a importância dessa participação dos jovens. Para o magistrado, quando o estudante levanta a mão para fazer uma pergunta, abre-se uma oportunidade de diálogo e de aproximação entre a Justiça e a comunidade.
A iniciativa também contribui para levar aos adolescentes informações que podem ajudá-los a compreender temas jurídicos presentes em diferentes situações da vida escolar, familiar e social.
Em 40 dias, oito escolas foram alcançadas pelo projeto. Em cada encontro, as perguntas dos estudantes ajudam a transformar informação jurídica em diálogo sobre cidadania e direitos.